A Dor Que Dói Mais

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas. 
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.
Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.
Martha Medeiros

Acaba Logo 2013.

Pense em um ano tenso, um ano que intercalava entre o “mais ou menos” e “deserto”, foi um ano difícil, para mim, família e para meus amigos da #origem… Mas nós conseguimos perseverar, conseguimos chegar ao final do ano vivos e prontos para 2014.

Hoje é meu último dia trabalhando no escritório #origem, mas permaneço no movimento que vai muito além de qualquer coisa. O movimento que para muitos não apareceu, até pq a ideia nunca foi aparecer, para nós foi muito bom, apesar de todas as dificuldades, desertos e etc. Valeu a pena, sabe? Aprendi e cresci muito nesses 2 anos, no dia a dia, com meus amigos de movimento, somos irmãos e amigos de jornada, o amor e o respeito são os que nos guiam e nos fazem permanecer juntos até quando a gente se odeia haha.

É muito difícil tomar essa decisão, afinal não é só um emprego é muito além disso, mas essa decisão tinha que ser tomada. Estou tranquila, acredito que é a hora, mas também estou triste, pq era muito mais do que um simples emprego, e estou confiante, é hora de buscar novos desafios.
Obrigada, amigos da Origem, foram 2 anos de muito amor, apesar dos momentos tensos, que toda família que se ama tem, amor e respeito nunca faltaram, continuamos firmes e juntos nessa jornada de fé, amor, amizade e esperança. Amo vocês mais que tapioquinha com manteiga feita pela mamãe, vejam só como o meu amor é imenso. ❤

Neste ano Deus trabalhou na minha vida (bem crente haha) de maneira diferente, como disse anteriormente, foi um ano difícil, de muito choro, raiva, estresse, ansiedade parece que esse ano durou uns 2 anos e meio rs… Mas foi um ano bom também, há males na vida que veem para o bem. Muitos amigos estavam sempre presentes nos momentos bons e ruins. Lembro que na virada do ano pedi a Deus que os amigos verdadeiros permanecessem e que os falsos e que não acrescentavam em nada saíssem, ele ouviu a minha oração e fez isso, doeu um pouco, mas passou, é melhor assim, a gente tem que estar do lado das pessoas que nos amam e não das que ajudam os outros a falarem mal da gente, né? (Muito 15 anos essa parte haha). Obrigada, amigos, amo vocês.
Em 2013 comecei a faculdade dos meus sonhos, Relações Internacionais ❤ <3, com todo o apoio do Laurence ❤ e do Marcos <3, ganhei bolsa de estudos \o/… E de quebra ainda ganhei pessoas sensacionais nesse pacotão da faculdade, pessoas que me ajudaram de maneira simples e linda, só em me aturarem todas as noites (na maioria das vezes eu estava um saco), gente que foi amizade a 1a vista, gente que é só amor, e que vou dividir mais 3 anos da faculdade e depois o resto da vida, tenho certeza, porque a gente não se escolheu, a gente se reconheceu. ❤ Obrigada, seus lindos <3! #Muito #Amor #Envolvido
Voltei para o inglês, mas dessa vez vou terminar e aprender direitinho rs, até pq não tenho outra escolha haha, e dessa vez sinto que estou aprendendo mesmo :).

Bom, agradeço a Deus por estarmos vivas (eu, Mamy e Debbys), pela saúde, e pelo cuidado de sempre, com a minha família e amigos. E confesso que a frase que mais usei foi: ACABA LOGO 2013, ô ano filha da mãe rs, difícil.

Espero que 2014 seja um ano muito melhor, que eu consiga um emprego (por enquanto estarei vivendo com o seguro desemprego hehe) mas já estou procurando :D, porque não consigo ficar parada. Que 2014 seja sensacional, com muita saúde, alegria, amor, paz… Ah, e sucesso porfa rs.

Feliz Ano Novo, amigos.
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paula

Mais amor e menos cobranças, amigos!

Amizades que pararam de ser refúgio.

Você vive com um determinado grupo de amigos, ou só um amigo mesmo, por anos, vocês se identificam, se aturam, compartilham a vida… Mas parece que depois de tantos anos, alguma coisa muda, vocês só discordam, o egoísmo começa a falar mais alto, e mesmo você querendo manter a amizade, vê que não consegue mais, não como antes.
Os motivos, além dos já citados, são imensos, você é cobrada, quer(em) sua presença nos eventos, mas você não pode ir, porque tem que fazer trabalhos da faculdade, tem que estudar, ou por estar cansada mesmo… E são nesses momentos que você espera compreensão, apoio moral, ajuda, mas isso não acontece, em vez disso, vêem as cobranças “Ah, você está sempre ocupada, nunca tem dinheiro e blá”, aí bate uma chateação, afinal, quem disse que a vida adulta seria fácil? E quanto ao dinheiro, tudo se resume em: sou estudante. Trabalho? sim, mas pago minhas contas, minha faculdade, meu inglês, meu transporte, minha alimentação… E não, infelizmente não sou rica, minha mãe não pode bancar tudo sozinha, muito menos bancar as minhas saídas, pelo simples fato de que meus amigos querem a minha presença em todos os eventos. Sim, eu acho legal quando as pessoas querem a minha presença, quando lembram de mim, mas bate uma chateação pela falta de compreensão, sabe? As cobranças idiotas, os argumentos de, você nunca tem tempo porque não quer e etc, e isso é mentira, claro que quero sair, e espairecer, mas não posso deixar as minhas responsabilidades de lado.
Tudo que foi vivido, acaba ficando pequeno demais para as cobranças ridículas que surgem toda hora, até porque, amigos são sempre pra nos relaxar, e não para fazerem parte do sistema de cobranças da vida. Pelo menos para mim, já bastam as cobranças dos nossos pais, da faculdade, do trabalho?
Amigo que é amigo, apóia seus estudos, seus sonhos, vão sempre lhe manter firme quando você estiver a ponto de desistir, amigo não é aquele que só quer que você esteja em todos os eventos, mas aquele que também se oferece pra tirar uma dúvida sua, ou simplesmente vai pra sua casa pra te ajudar a estudar, ou que vai pra lá pra te dar um apoio moral, ou só pra estar ao seu lado. Amigo entende quando você diz que não pode, amigo não fica “achando que você não quer”, quem não quer sair pra curtir e se divertir? eu quero, e faço isso, sempre que posso, arranjo sempre um tempinho. Desculpa se quero muito ser diplomata, desculpa se tenho que me superar, porque estou muito atrás dos meus concorrentes, desculpa. Mas eu preciso fazer isso, preciso de mais amor e menos cobrança, amigos são refúgios, não? Então sejam para mim, por favor.

Desabafos de uma TPM

Estava angustiada há uns dias, pensando sobre se me sentia incomodada ou não com a sua presença… Percebi que sim, que me sinto incomodada, e não, não é por vestígios de sentimentos antigos (ok, talvez seja), mas é mais porque, você me fez tão mal, tão mal e eu agia como se não, como se o perdão fosse algo muito mágico, não que não seja, é mágico mesmo, mas entendi que perdoar não é esquecer automaticamente. Às memórias, ah, elas permanecem, não se apagam facilmente, e elas servem justamente pra não cometermos o mesmo erro, né?

Então, resolvi virar essa página, mas virar mesmo, começando por excluir você da minha vida, e não porque te odeio, como disse, já perdoei, de verdade, mas excluir pra que eu me sinta livre, me sinta finalmente liberta do que me prende a você de alguma maneira, sabe? Prefiro seguir em frente… Sim, podemos ser amigos, até achava que éramos, mas com o passar do tempo, vi que não, que apenas nos mantemos no banho Maria, sabe? Eu sei, é confuso, muito confuso, mas acho que não tenho que explicar.

Claro que não pensei sobre isso sozinha, pessoas especiais que entraram há pouco tempo na minha vida, me alertaram, e me fizeram enxergar o que eu não conseguia, que temos um relacionamento estranho, que antes, para mim, parecia normal. Todavia, resolvi analisar com os relacionamentos passados e percebi que não, não somos normais. Sabe, mantenho contato com alguns ex, com alguns que ensaiaram serem namorados… E sou amiga de alguns, converso sobre tudo, me contam seus sucessos e insucessos, a vida, ou seja, superamos o mal-estar, tem um que é tão sensacional que, desejo que nunca saia da minha vida, porque acima de tudo que aconteceu ou deixou de acontecer, nós éramos amigos, e o amo como amigo, como alguém que só acrescentou coisas boas na minha vida. Porém, com você… Está sendo bem diferente, sabe? Sinto que você será assim também, que vamos ser amigos bons amigos, e que não vou querer você fora da minha vida também, mas acho que não agora, você me entende? Eu acho você um cara adorável e bom, e isso faz com que no fundo eu continue pensando que você é bom para mim, talvez até seja mesmo, só que nós não saímos do lugar, estamos estancados, e sou tão nova, quero viver coisas boas, não quero ficar parada esperando você se decidir, como diz uma amiga minha, “a decisão é sempre nossa, mesmo quando parece que não é”, e é isso mesmo. Então, eu decidi, não vou mais esperar por você, vou seguir em frente, e aproveitar o que a vida começa a me oferecer. Você não sabe quantos caras legais e bons dispensei porque não estava preparada pra ser feliz ou sofrer de novo… E tudo porque no fundo, esperava que você viesse até mim, pedir pra recomeçarmos, mas não veio.

E isso foi acabando, acabando, acabando… E agora estou aqui, me sentindo muito melhor e preparada pra virar a página, preparada pra uma nova história. Acho que depois desse texto confuso, você entende a importância de excluí-lo da minha vida por um tempo indeterminado, né? Só não quero mais conversar com você por um tempo. Até eu clarear a mente, porque com você por perto toda hora, meus sentimentos acabam confusos, fico achando que existe algo, odeio achar isso. E agora tô sentindo que tenho outra oportunidade, e quero aproveitá-la.

Assim que tomei a decisão, o universo começou a conspirar a meu favor, me sinto mais livre, e sinto que é uma resposta boa. Acho que encasquetei com você, porque você fez comigo o que ninguém jamais fez, que foi se desfazer de mim, e olha, isso doeu muito, mas serviu pra eu aprender, o que não fazer com as pessoas.
Li um texto do Ivan Martins, é o meu favorito, se chama “Amor bom é facinho”, o texto que fala de como esperamos e lutamos por quem não está nem aí pra gente, o “amor” vira guerra e sofrimento, em vez de algo bom e simples.

Nunca.

Ela sempre estava feliz, otimista. Ele sempre negativo, depressivo.

Ela só queria que os fantasmas desaparecessem. Ele só queria que ela entendesse.

Ela tentava, mas ele não ajudava.

Ela desconfiava que era amada. Ele não demonstrava.

Ele olhava apaixonado, arrependido. Ela olhava magoada.

Ele queria estar com ela, ela sabia, mas não podia decidir por ele.

Ele nunca decidiu, então ela partiu.

Voltando pra casa.

Quarta-feira passada saí do trabalho as 17h e fui voando pra casa, não via a hora de abrir a porta de casa, e no caminho, me vi de novo ansiosa como uma criança.

Quando criança eu ficava muito ansiosa esperando a minha Mãe chegar do trabalho, dava 17h e já começava a roer as unhas, aí minha mãe chegava, e eu corria para abraça-la, sentia o cheirinho dela que sempre foi de rosas, me sentia a pessoa mais segura do mundo, e a mais amada também, apesar de dividir toda atenção dela com a minha irmã rs, fora que a mamãe sempre trazia bombom, e isso é muito importante quando você é criança rs. Mas o que sempre marcou aquelas “chegadas”, foram os olhares da minha Mãe, eram os olhares de “sou muito feliz”, ela sempre ficava radiante, me abraçava e cheirava, dizia que estava com saudade, mamãe sempre 100% linda e fofa.

Voltando para quarta-feira passada…

No caminho para casa eu vinha lembrando disso, lembrando que até hoje é assim, quando mamãe chega em casa e eu estou, ela fica radiante… Mas isso é muito difícil, já que saio do trabalho direto pra faculdade e só volto 22h30. O que o que muda hoje, é que ela fica radiante quando EU chego em casa, vem na porta me receber, me dá um monte de beijo, e pergunta como foi meu dia, se estou bem… Claro que não é assim todo dia, até porque ela trabalha muito e fica cansada, tem vezes que chego e ela já está no décimo sono.

Mas agora que estou de férias da faculdade, assim que saio do trabalho já começo a ficar ansiosa de novo, porque sei que quando eu chegar em casa ela estará lá me esperando toda fofa. Nesse dia foi assim, quando abri a porta de casa, ela veio com um sorriso enorme e disse:

– Minha filha, você nem me ligou hoje no horário do almoço, fiquei esperando-

– Desculpa, Mãe, mas hoje o dia foi cheio, por isso vim correndo pra casa, estava com saudadezona também.-

Me deu um monte de beijos, ficamos abraçadas por uns minutos, até que ela disse:

– eu te amo, mas vai tomar banho, e vem lanchar- e começou a rir.

Saí rindo com o sorriso de pessoa mais feliz do mundo.